Review | Pokémon Sword & Shield

Review | Pokémon Sword & Shield

Desde 2016, com o lançamento de Pokémon Sun e Moon para o Nintendo 3DS, a série não recebia um título totalmente novo, com uma nova região e novos monstrinhos. Nesse meio tempo, o Nintendo Switch foi lançado e tornou-se um estrondo entre os gamers por sua biblioteca bastante recheada, tendo lançamentos novos a cada mês para a plataforma. A primeira pergunta que todos fizeram depois de um ano espetacular de lançamentos da plataforma atual da Nintendo foi: “quando vai lançar o novo jogo de Pokémon?”

Em 2019, cumpriu-se a promessa de trazer Pokémon Sword e Pokémon Shield, os novos jogos principais, ao console atual da Big N. Depois de tantas contradições e problemas em relação ao anúncio e produção do game, como fãs subindo tags positivas e negativas para a GameFreak, a oitava geração dos novos monstros estava entre nós! Pokémon Let’s Go Pikachu e Let’s Go Eevee, apesar de serem bons jogos, não agradaram a todos os fãs e deixaram aquela sensação de “quero mais” aos mais fanáticos. Confira nossa review completa desse título clicando aqui.


Um novo console e uma nova geração

Já era de se esperar que, com a transferência da série de um console focado totalmente em portabilidade, o Nintendo 3DS, para um que consegue ser híbrido (portátil e funcionar em TVs), essa nova geração tivesse um salto gráfico extremo como foi do Nintendo DS para o 3DS. E esse aspecto foi onde houveram muitas das contradições. Em primeira instância, o jogo é graficamente bonito e dá aquela sensação de que Pokémon finalmente está em uma nova geração de consoles, mas conforme a aventura avança, suas imperfeições vão ficando visíveis, e a olhos mais treinados, ficam mais claras. Nota-se que certos “remendos” tiveram que ser feitos, não se sabe por qual problema em seu desenvolvimento, ocultando pop-ups e texturas de baixa qualidade.

Apesar de muitos problemas visuais que foram chutados para baixo do tapete, deixando clara a falta de polimento no produto final, aparentemente o desempenho do game foi tomado como foco em sua grande maioria. Diferenciando muito de como o Nintendo 3DS rodava (do primeiro ao ultimo título Pokémon lançado para ele) com extremas quedas de frames, serrilhados e alto consumo da bateria do portátil, em Pokémon Sword e Shield não vemos nenhum desses problemas, nem de longe!

O que se deixa claro é que toda a base desenvolvida nos jogos lançados para o 3DS foram mantidas e expandidas da melhor forma possível, em um tempo razoavelmente curto. A GameFreak, já é conhecida por explorar o potencial do console atual conforme lança novos títulos ao decorrer de sua vida útil, e é isso o que aparentemente se repete aqui. A Wild Area trouxe a maior extensão de uma área aberta para o game, sendo extremamente extensa para ser explorada, capturar monstrinhos e ver outros jogadores, mas é também onde acontecem as maiores quedas de desempenho no game inteiro. Podemos concluir que os desenvolvedores sabiam dos problemas, então fizeram o melhor para que o “brilho” do game fosse outro!

Uma nova jornada com novas emoções

Logo de cara temos uma das maiores diferenças na série inteira: não somos indagados sobre qual nosso gênero e introduzidos à nova região pelo professor local. E esse início dita todo o ritmo da nova jornada: os Pokémon iniciais dados pelo Champion da região, tutoriais tendo possibilidades de serem pulados, uma gigante diversidade de monstrinhos para você montar seu time já nas primeiras áreas e muito mais novidades. Nosso rival vem se encaixando perfeitamente nessa nova proposta; apesar de assimilar bastante o rival de Sun e Moon, Hop tem motivos próprios, propósitos críveis e muita emoção. Ele vai estar sempre ali por você e contra você!

Hop sempre esbanjando atitude! – Reprodução/OfficialSitePokémonSword&Shield

Não só Hop acompanha sua jornada; Bede e Marnie são dois antagonistas que estarão ali para te mostrar que nem tudo vai acontecer como previsto. Ambos possuem seus arcos de desenvolvimentos próprios, com você e com todo aquele mundo que compõe sua jornada. Alguns dos clichês apresentados por eles podem ser similares a outros já vistos na série, mas lhe garanto que terão desfechos muito pessoais para se equipararem a outros casos.

Bede e Marnie sempre estarão na sua cola durante toda a jornada – Reprodução/NintendoSoup

O que temos realmente de destaque e diferente em Galar são suas batalhas de ginásio! Cada um delas são lideradas por exímios treinadores que irão lhe colocar à prova das mais diversas formas, possuindo diversos desafios antes mesmo de você poder batalhar com o líder dali, e muito disso é herdado dos trials de Alola nos jogos anteriores. Eles sempre foram muito presentes durante toda a franquia, sendo quase um tipo de blacklist a ser derrotada antes que você pudesse alcançar o patamar de um verdadeiro treinador, mas agora cada um deles possuem ambições e objetivos próprios.

Milo, Nessa e Kabu são seus três desafiantes iniciais, representados por planta, água e fogo nessa sequência. Eles tem o objetivo de lhe introduzir e testar se você conhece bem sobre o básico de batalhas Pokémon. Os líderes seguintes vão possuir times mais mesclados, já prevendo com que tipos de Pokémon e golpes você chegará.

Lideres de Ginásio em Galar – Reprodução/TechRaptor

 

Já que desde o início o jogo lhe incentiva à entender táticas e estratégias que eram mais voltadas para o público mais competitivo, as batalhas de ginásio se tornaram um show à parte, principalmente com o uso do Dynamax e Gigantamax!

Dynamax e Gigantamax

As novas mecânicas implementadas para os novos títulos, Dynamax e Gigantamax, fazem um show visualmente e competitivamente, já que agora os Pokémon podem ficar gigantes e em alguns casos, mudar de forma. Muito foi especulado com a introdução da nova mecânica e o corte das Mega Evoluções e Z-Moves, que de início gerou uma comoção pela volta dessas antigas transformações. Mas em prática, o Dynamax e Gigantamax fazem exatamente o que as duas antigas mecânicas faziam: aumentar o status do seu monstrinhos e dar um tipo de golpe especial, agora durando só por três turnos. Além de mudar muito no meta do competitivo, essas transformações só podem ser usadas em lugares pontuais, assim evitando se tornar algo banalizado durante a jornada.

Wild Areas e Online

Mas além das formas gigantes dos monstrinhos, a maior novidade se dá por conta das Wild Areas, uma extensão de localização selvagem que está aberta logo depois da introdução do jogo. Pode-se se dizer que seria o “mundo aberto” e “MMO” em Pokémon que tanto sonhamos, mas com vários poréms! Lá você poderá encontrar todos os tipos de Pokémon em níveis distintos, sendo escondidos no mato, passeando pelo mundo ou nas raids. É nesse aspecto que o jogo flerta em querer ter um modo online massivo com várias pessoas do mundo: além de ver jogadores online circulando pela Wild Area você poderá ter ajuda deles nas raids. A cada vez que uma den (pequena estrutura de pedra) é ativada na Wild Area, há a probabilidade de encontrar um dentre os mais diversos Pokémon, com buffs ou status melhorados, se tornando muitas vezes um trabalho difícil de se fazer só. E é aí que você pode chamar mais três amigos (ou usar três NPCs do jogo) para lhe ajudarem a capturar o monstrinho almejado! As mais diversas estratégias podem ser testadas e desenvolvidas para que você e seu time tenham mais facilidade na hora de capturá-lo.

E mais Conteúdo!

Visto como a Nintendo e a GameFreak pretendem manter a comunidade do game ativa, com eventos mensais em forma de raids e campeonatos online, Pokémon Sword e Pokémon Shield ainda tem muito tempo em relevância antes mesmo que alguém possa pensar em esperar uma próxima geração de monstrinhos para o Nintendo Switch. Isso foi reafirmado com o anúncio de duas DLCs para os jogos, trazendo alguns novos Pokémon, áreas e raids para cada uma das expansões, além de uma história única para sua nova aventura. The Isle of Armor e The Crown Tundra são vendidos em um único pacote, mas que chegarão ao decorrer do ano de 2020.

O que esperar para o futuro

A franquia passa por um momento decisivo para seu futuro, o que aparenta ser algo positivo de todas as formas. Muito disso se dá pelo fato que o Switch vem cumprindo alguns padrões da indústria atual de videogames, como melhores serviços online, atualizações constantes e a disponibilidade de DLCs. Tudo isso já vem afetando a forma  como jogos são desenvolvidos e planejados com uma certo “prazo de validade”, e com a chegada de expansões, a franquia Pokémon impacta no ritmo de lançamentos e a necessidade de novos jogos serem lançados constantemente. Todos os problemas gerados pelo corte de alguns Pokémon já estão sendo “remediados”, mas a proporção que esses problemas tiveram causaram um marca permanente para a GameFreak, junto com a clara falta de tempo que a empresa teve de otimizar o game e com o vazamento dos novos monstrinhos às vésperas da do lançamento do game. Tudo isso se torna apenas um reflexo de como Pokémon precisa mudar.

 

ASPECTOS POSITIVOS:

– Batalhas de ginásios deslumbrantes e desafiantes;
– Novos monstrinhos são ótima adição nas batalhas e carismáticos;
– Caçar todo tipo de Pokémon com amigos se torna uma ótima extensão ao terminar a campanha principal do game;
– As novas músicas realmente compõem a região de Galar e lhe imergem em sua jornada;
– Pokémon lendários tem seu espaço e momento, ganhando mais destaque ao decorrer da história.

ASPECTOS NEGATIVOS:

– Falta de capricho gráfico em certas situações podem incomodar os mais atentos;
– Ritmo da história fica um pouco estranha e cansativa ao chegar perto do final da jornada principal;
– A Wild Area se torna desinteressante em um período muito curto de tempo, já que ela é uma das novidades dos jogos.

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