Review | The Witcher – o que esperar da adaptação da Netflix

Apostando no público do fantástico, Netflix não decepciona ao adaptar The Witcher!

Review | The Witcher – o que esperar da adaptação da Netflix

The Witcher estreou em 20/12 na nossa querida Netflix, com 8 episódios, estrelada por ninguém menos que Henry Cavill (Geralt de Rívia). A série é uma adaptação das obras de Andrzej Sapkowski, que somam cinco volumes, e também dos jogos homônimos.

“Toss a coin to your Witcher”
Reprodução: Digital Spy

Geralt de Rívia é um dos poucos que sobraram da sua espécie e vive uma vida turbulenta, regada a sangue, suor e uns bons pagamentos por seus serviços. Sua intenção era apenas viver de matar monstros e receber recompensas, mais seu grande coração e senso de justiça sempre lhe coloca em situações desconfortantes.

A história usa o fantástico com aquele quase sempre associado pano de fundo medieval para explorar questões de moralidade, honra e autopreservação. Geralt vive em eterno tormento em relação as suas escolhas, fora conflitos emocionais guardados profundamente sobre o seu passado (e ainda dizem que sua espécie não tem sentimentos!).

Os principais nomes da série: Cirilla, Geralt e Yennefer.
Reprodução: Collider

O destino coloca personagens marcantes no seu caminho, como o bardo Jaskier (Joey Batey) que, Geralt admita ou não, torna-se seu melhor – porque não dizer “único”?! – amigo; a maga Yennefer (Anya Chalotra), que rouba o coração do Lobo Branco; e a princesa Cirilla (Freya Allan), pela qual Geralt se vê responsável.

Pontos Positivos

É notório o cuidado que a produção teve de tentar ser bastante fiel aos livros. Obviamente, é impossível adaptar uma obra literária em toda a sua riqueza de detalhes, mas o material é bem coerente.

Já em termos visuais, The Witcher busca sua inspiração nos games. Os trajes, cenários, coreografias, características pessoais dos personagens e até mesmo a movimentação de Geralt remetem aos jogos.

Henry Cavill como Geralt de Rívia.
Reprodução: Collider

Outro ponto interessante é a doação de Henry Cavill não apenas em termos de interpretação, como na própria produção, se envolvendo em questões relacionadas ao figurino e até mesmo em todos os detalhes relacionados à sua espada (que foi a única verdadeira a ser usada em estúdio, as demais eram falsas).

Pontos Negativos

Muita história foi contada em apenas 8 episódios, portanto em alguns momentos você sente que ficaram vácuos, que faltou uma ligação, ou que algumas tramas e personagens poderiam ter sido mais bem explorados.

O mundo de The Witcher também poderia ter sido criado com uma aparência mais sombria e caótica, mas isso só é visto em algumas cenas, como na primeira, por exemplo.

A primeira caçada da série.
Reprodução: Film

E se você, assim como eu, assistiu a série sem nenhuma noção dos demais materiais existentes, você também deve ter ficado confuso(a) no começo, até perceber que as narrativas acontecem em tempos distintos. Não é algo impossível de notar os saltos temporais, porém a forma com que foram feitos, excessivamente sutis, às vezes dão um pequeno derrame no nosso cérebro, tipo “Oxe, peraí, mas não era…??? Ah tá, saquei”.

A primeira temporada de The Witcher está disponível no catálogo da Netflix e sua continuação está prevista apenas para 2021. Vamos torcer para que o sucesso traga a segunda temporada mais pra perto!

Se ainda não assistiu, fique com o gostinho aqui do trailer:

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Esse review teve a colaboração especial de:

  • Jeydson Silva – colaborador CN
  • Yago Werner – escritor, gamer, amigo e brother

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