Entenda por que a bilheteria de ‘Coringa’ é tão impressionante

Apesar dos obstáculos, filme faz história e consolida o personagem na história do cinema.

Entenda por que a bilheteria de ‘Coringa’ é tão impressionante

Exatamente um mês após o seu lançamento comercial nos cinemas, Coringa atingiu a expressiva marca de US$: 934 milhões em bilheteria mundial, e depois de passarmos semanas exaltando o trabalho de atuação de Joaquin Phoenix, também precisamos levar em consideração alguns dos obstáculos que o filme enfrentou até chegar ao topo. Confira:

  • Exibição proibida na China

A China, que atualmente é o segundo maior público consumidor de cinema do planeta, enfrenta uma grave crise recheada de protestos em volta de Hong Kong. Temendo que o povo se espelhe e tome “atitudes semelhantes” as do personagem principal, o governo chinês decidiu não autorizar a exibição do longa nos cinemas do país sob a “justificativa” de que o “conteúdo e o tom” são inadequados.

Protestantes no Beirute, Líbano e China usam máscaras e maquiagens que remetem a Arthur Fleck.


  • Sem tecnologia 3D

Considerado como um dos maiores vilões do consumidor de cinema, o 3D – que encarece e muito o valor do ingresso – não se faz presente no filme, o que apesar de ser maravilhoso para o cinéfilo, também tem impacto direto na receita do filme.


  • Classificação indicativa

Geralmente a classificação indicativa de um filme tem um peso muito grande diante da escolha do grande público sobre qual filme assistir nos cinemas. Apesar de receber classificação indicativa para maiores de 16 no Brasil, e para maiores de 17 nos EUA, Coringa parece não ter encontrado um público dividido na hora da escolha, tornando-se o filme para maiores mais bem sucedido comercialmente.

O TOP 10 ainda é composto por: Deadpool 2 (US$: 785), Deadpool 1 (US$: 783,1), Matrix Reloaded (US$: 742,1), It – A Coisa (US$: 700), A Paixão de Cristo (US$: 611,8), Logan (US$: 619), Se Beber, Não Case! Parte 2 (US$: 586,7), Cinquenta Tons de Cinza (US$: 571) e TED (US$: 549,3).


  • Polêmicas

A partir das primeiras exibições para imprensa uma gigantesca avalanche de comentários negativos a cerca do filme inundou a internet, onde em muitos dos discursos havia um senso comum que sugeria que além de possuir uma porção de cenas de violência gratuita, o filme de Todd Phillips era perigoso e tinha o poder de incitar a violência, o que claramente afastou centenas de pessoas das salas de cinema, que temiam alguma espécie de atentado – o que até agora, não foi registrado.


  • “Desencorajado” pelo próprio estúdio

Um dos grandes méritos do filme foi ter sido feito com “apenas” US$: 55 milhões, mas o que nós não sabíamos até então é que o baixo valor foi disponibilizado pela Warner Bros. com o intuito de desencorajar o diretor a seguir adiante com o projeto. Em relatório exclusivo o The Hollywood Reporter mencionou que a atitude se deu pelo fato de que o estúdio não acreditava no sucesso do filme solo do personagem depois da péssima recepção obtida em Esquadrão Suicida (2016), quando o vilão foi vivido por Jared Leto.


Mesmo com os obstáculos, Coringa já é um dos filmes mais rentáveis do sub-gênero de quadrinhos, garantindo à Warner um lucro de quase US$ 500 milhões (para efeitos de comparação os números se equiparam ao lucro do Marvel Studios por Vingadores: Guerra Infinita), segue cotado a figurar em inúmeras categorias do Oscar 2020 como Melhor Filme e Melhor Ator e consolidou de uma vez por todas o palhaço do crime como um dos personagens mais sólidos da história do cinema.


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