Review | Pokémon Let’s Go Pikachu e Eevee

De volta aos 150 monstrinhos

Review | Pokémon Let’s Go Pikachu e Eevee

Com o anúncio do Nintendo Switch em 2017 e este sendo apresentado como um sistema que possibilitava jogar tanto em uma televisão quanto como um videogame portátil, foi inevitável que todos imaginassem a chegada iminente de Pokémon à plataforma. A franquia de monstrinhos sempre foi uma série que transitou muito em ambos os estilos de consoles da empresa, mas sempre manteve suas raízes fortes em todos os portáteis da Nintendo desde o GameBoy. Pokémon Let’s Go Pikachu e Pokémon Let’s Go Eevee foram anunciados e lançados em 2018, trazendo a proposta de serem jogos mais convidativos àqueles que fossem novos jogadores ou aos veteranos que, há muito tempo, não se aventuravam com os monstrinhos de bolso.

Uma das escolhas mais difíceis da vida: qual inicial devo escolher? – Reprodução/GameVicio

Eevee ou Pikachu?

Nos jogos principais da série, sempre houve a divisão em duas versões, as quais sempre traziam conteúdos próprios, e dessa vez não poderia ser diferente. Aqui, a escolha do seu Pokémon inicial é dada a você no momento em que adquirir sua versão, pois cada uma delas dará no inicial da sua jornada um Pikachu ou um Eevee. Apesar de você poder capturar o outro monstrinho durante a sua jornada, o seu inicial receberá status e golpes bem melhores que um Eevee ou Pikachu normal, então saiba escolher bem na hora da compra! Em compensação, seu parceiro de jornada não poderá evoluir de forma alguma, fazendo com que seu apreço à eles tenha que ser ainda maior. Uma ampla gama de vestimentas e interações estarão disponíveis à esses dois monstrinhos, algo muito similar ao que podia ser feito no Pokémon Refresh e Pokémon Amie dos jogos anteriores.

Mas só 150?

Com a proposta de trazer a experiência dos jogos da primeira geração, Pokémon Red, Blue, Green e Yellow, Let’s Go veio com um acervo de monstrinhos bem menor do que os fãs estão acostumados a receber. Como nos remakes normalmente apenas a história é retrabalhada e as melhorias dos jogos anteriores são mantidas, Let’s Go acabou limitando os jogadores. Levando para o âmbito de evolução, o game foi um retrocesso em comparação aos títulos anteriores nos 20 anos de franquia, mas como a proposta aqui é trazer novos jogadores e revisitar literalmente os primeiros jogos, podemos dizer que ele se mantém fiel à sua proposta.

A quantidade de monstrinhos ultrapassa um pouco os 151 originais, trazendo a novidade das “Alola Forms“, monstrinhos da primeira geração que sofreram mudanças na região de Alola, e dois novos Pokémon exclusivos: Meltan e sua evolução Melmetal. Além disso, Mega Evoluções estão presentes nestes jogos. O que podemos concluir é que existe um certo frescor em mecânicas e variações de time em Pokémon Let’s Go, mas caso o jogador procure se aprofundar em partidas competitivas da série, esses jogos não são nada recomendados.

Blue, Green e Red fazem uma ponta em sua jornada – Reprodução/PHP Video Academy

Evolução de Enredo

Apesar do retorno a região de Kanto, muitos aspectos foram atualizados em relação a franquia Pokémon como um todo. Você não revivera a épica jornada de Red contra seu rival Blue, mas encarnará novos protagonistas contra um novo rival, o qual também terá como missão derrotar a Liga Pokémon e completar a PokéDex (Poké Agenda). Ginásios e eventos foram reformulados, afim de dar novidades aqueles que já vivenciaram essa aventura diversas vezes, mas ainda é muito pouco novo conteúdo comparado à outros remakes que a desenvolvedora já produziu.

Após você finalizar sua jornada, treinadores conhecidos como Master Trainers surgirão pelo mapa, e cada um deles terá um Pokémon distinto desta região. Caso você derrote seis dos mais de 150 existentes, um desafio final será desbloqueado. Com a conclusão de tudo, o que lhe restará é completar sua PokéDex e caçar Pokémon Shiny, caso queira. É bastante conteúdo, mas não é um pós-game que agrade a todos, só alguns fãs mais ávidos pelos clássicos games Red,Blue e Yellow.

Realmente temos que Pegar?

Pokémon Let’s Go veio para ser uma “porta de entrada” para os jogadores de Pokémon Go aos consoles da Nintendo, simplificando mecânicas e história para que novos jogadores possam se sentir “em casa”. Esses jogos são uma amálgama do que é Pokémon tradicionalmente nesses últimos 20 anos, com a nova visão da Niantic sobre a franquia para os smartphones. Trazer dois dos Pokémon mais populares da franquia, Pikachu e Eevee, e torná-los seus principais parceiros de jornada foi o maior acerto, pois as interações e customizações fazem com que seja ainda mais fácil se apegar à eles.

O que temos aqui não é o jogo mais completo mecanicamente da série, mas um jogo que acertou em cheio naquilo que se propôs a ser: Simples e divertido! Caso a proposta de Let’s Go não tenha chamado a sua atenção, ainda este ano estará chegando a oitava geração de monstrinhos de bolso para o Nintendo Switch, com os jogos Pokémon Sword e Shield.

Pontos Positivos:

– Ausência dos encontros aleatórios com Pokémon na grama alta;
– Possibilidade de jogar co-op local com um amigo;
– Mecânica de Mega Evoluir os monstrinhos;
– Conexão com Pokémon Go.

Pontos Negativos:

– Pouco desafiante;
– Ausência de algumas mecânicas de combate;
– Poucas opções de Pokémon.


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