Review | Jessica Jones – 3ª temporada

Jessica Jones Netflix
Jessica Jones encerra seu ciclo na Netflix com chave de ouro!

Algumas pessoas não gostam muito de Jessica Jones. Eu entendo: a segunda temporada teve uma queda de qualidade vertiginosa em relação à primeira, assim como aconteceu com Luke Cage. Para essas pessoas eu venho aqui dizer, pode assistir sem medo! A série recuperou a qualidade e, provavelmente, por ter sido produzida depois de o martelo ter sido batido em relação às séries da Marvel na Netflix, ela foi feita com um carinho todo especial.

Dilemas

Vamos por partes – como Jack, o estripador – porque essa temporada veio cheia dos dilemas. Primeiro: Jessica sempre foi extremamente confiante e durona, mas descobriu que não é invencível e que também precisa se precaver. Segundo: ela reflete muito sobre o que sua mãe quis demonstrar a ela no pouco tempo que estiveram juntas e está sempre direcionando suas ações para essa relação. Terceiro: o vilão da temporada, Gregory Sallinger, investe todo o seu esforço em denegrir a imagem de Jones, o que não fica difícil devido aos hábitos da moça.

Gregory Sallinger Jessica Jones

Gregory Sallinger, o caçador de “trapaceiros”
Reprodução: The Mary Sue

A princípio, eu achei que eram muitas abordagens e que a trama não daria conta de desenvolver tudo sem deixar espaços vazios. Fico feliz em dizer que eu estava errada! Se teve algo muito importante mostrado nessa temporada foi a humanização dos heróis, os erros, as reflexões, a redenção.

A propósito, como falar em redenção sem mencionar o crush de Jessica Jones nessa temporada, Erik Gelden?! Ele aparece como quem não quer nada, escondendo suas reais intenções em se aproximar de Jessica, resolve não se envolver nos negócios de Jessica e Trish, o que acaba dando muito ruim. Esse sentimento de culpa o leva a ajudar Trish em sua busca por justiça, o que também não termina bem. No fim, Erik também tem o seu momento heróico e entra para o time dos mocinhos.

Erik Gelden e Jessica Jones

Erik Gelden: de crush à aliado
Reprodução: Pop Sugar

No fim da segunda temporada, Jessica corta laços com Trish, afinal ela matou sua mãe. A reconstrução da relação entre Jessica e Trish Walker foi escrita com uma curvatura perfeita dentro do tempo proposto, de tal forma que ela se reconstruiu e se solidificou a tempo de tornar as decisões de Jessica em relação à Trish muito difíceis no fim da temporada. Mas, calma! Eu vou chegar lá.

Entre o justo e o certo

Um arco interessantíssimo na trama é o da relação entre Jeri Hogarth e Malcolm Ducasse. Malcolm passa a trabalhar na firma de Hogarth em busca de ascensão, porém ele começa a se tornar uma pessoa que ele não quer ser, passando por cima dos outros e usando todo o tipo de estratégia suja para conseguir resultados. Ele percebe que está se tornando Jeri Hogarth e que ali não existe mais uma admiração pela profissional, e sim uma repulsa pela pessoa que ela é. Ducasse também tem a sua segunda chance quando resolve voltar para a Alias Investigações.

Jeri Hogarth e Malcolm Ducasse em Jessica Jones Netflix

Jeri Hogarth e Malcolm Ducasse – da admiração ao asco
Reprodução: MCU Exchange

Jessica Jones também passa a repensar o seu modo de agir, ela admite para si que se importa com as pessoas. Não é um processo fácil: ela tem de lidar com sua fragilidade, com um psicopata que está tentando acabar com as pessoas dotadas de poder, a quem ele chama de trapaceiros, com a ânsia de Trish em se tornar super heroína, tem que andar na linha e fazer as coisas na forma da lei e ainda lidar com Hogarth, que resolve defender Greg Sallinger.

Trish Walker: de Patsy à Felina

Trish Walker Felina Netflix

A ascensão da vigilante Trish Walker (Felina)
Reprodução: Netflix

Trish Walker é fundamental na trama da terceira temporada de Jessica Jones. Após adquirir seus poderes, Trish quer a qualquer custo fazer a diferença na sociedade e combater o crime. Ela comete seus erros, se deixa levar pela vaidade, ela quer colher os louros dos seus atos, ser ovacionada. Com o tempo, ela vai se tornando mais cautelosa, a ponto de chegar a agir em parceria com Jessica.

Jessica Jones e Trish Walker

Trish Walker e Jessica Jones trabalhando juntas
Reprodução: Forbes

Porém, a coisa desanda quando ela decide ser juíza e carrasca dos bandidos que persegue. Felina (apesar de o codinome não ser usado na série) perde o controle dos seus atos e passa a ser um problema a mais para Jessica.

Como não poderia faltar aquele bom e velho crossover – na verdade, foi mais como uma participação especial mesmo -, é nesse momento que Luke Cage aparece para dar um apoio moral (dessa vez, sem “tomar café”). Ele lembra Jessica que os atos de um herói tem que estar acima dos seus sentimentos, mesmo que isso seja muito doloroso, pois é o certo a se fazer.

Luke Cage e Jessica Jones

Luke Cage aparece no último episódio para aconselhar Jessica Jones
Reprodução: Appocalypse

Bateu a curiosidade? Segue o trailer pra você ficar com mais vontade de ver!

 

 

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