A Estrada para o Ultimato | Capítulo 11 – Vingadores: Era de Ultron

Sequência introduz novos membros à equipe, mas não consegue repetir o sucesso do seu antecessor.

A Estrada para o Ultimato | Capítulo 11 – Vingadores: Era de Ultron

Depois do estrondoso sucesso de Os Vingadores, não haviam dúvidas de que uma sequência seria anunciada pela Marvel Studios e assim foi feito: ainda em maio de 2012, mês de estreia do filme, o produtor Kevin Feige anunciou um segundo filme dos heróis mais poderosos da Terra. Joss Whedon, diretor do primeiro filme que está de volta à sequência, disse que sua ideia era que o filme fosse “menor”, mais pessoal e mais doloroso, um novo capítulo para aqueles personagens em vez de uma repetição de algo que eles já passaram.

Em 2013, o diretor revelou que duas das grandes inspirações para o filme foram Star Wars: O Império Contra-Ataca e O Poderoso Chefão 2, ambas no hall de sequências de maior sucesso do cinema, mas também dois filmes densos, de tom pessimista e centrados na temática da perda. Com duas influências como essas, já era possível começar a imaginar o clima do novo filme dos Vingadores, principalmente com o anúncio posterior durante a San Diego Comic Con do subtítulo do filme, Era de Ultron.

Originalmente, Vingadores: Era de Ultron seria o ponto de entrada da Capitã Marvel no Universo Cinematográfico Marvel, mas os produtores sentiram que ainda não era a hora certa, porque ela facilmente destoaria do restante dos Vingadores sem ter tido a sua origem contada de forma plena. De qualquer forma, mesmo sem a introdução de Carol Danvers, Pietro e Wanda Maximoff se juntam à equipe e roubam a cena, juntamente com o Visão.

O Barão von Strucker, que já havia aparecido na cena pós-créditos de Capitão América: O Soldado Invernal, está sob posse do cetro do Loki e dos superpoderosos irmãos Pietro e Wanda Maximoff, o primeiro capaz de se locomover em alta velocidade, e a outra, o poder de manipular mentes, respectivamente. Para conseguir de volta o cetro, os Vingadores são enviados para a base de von Strucker, mas não esperavam a presença de não apenas um, mas de dois dos “aprimorados”, termo que os personagens do Universo Cinematográfico Marvel usam para se referir aos irmãos mutantes, já que na época a Fox, que ainda não havia sido comprada pela Disney, era quem detinha os direitos dos mutantes, os X-Men.

Mesmo com os dois aprimorados do outro lado do front, Tony Stark consegue recuperar o cetro, mas não sem um porém: Wanda deixa o Homem de Ferro levar o cetro manipulando sua mente e indiretamente fazendo com que Stark desse vida ao seu projeto mais audacioso: Ultron. Os eventos de Os Vingadores deixaram marcas em todos eles, mas com certeza Tony foi o mais atingido. Devido a isso, sua ideia de criar uma inteligência artificial para manter a Terra segura e “aposentar” o grupo de heróis começou a ganhar forma e a tecnologia do Cetro era o que ele precisava para colocá-la em prática.

A manipulação de Wanda intensificou a vontade de Tony de uma forma que ele decidiu trabalhar nisso sem contar nada aos companheiros. No final das contas, o tiro saiu pela culatra. A inteligência artificial de Ultron era tão avançada que suprimiu a inteligência artificial de JARVIS e concluiu que, para começar o processo de manutenção da paz no mundo, o primeiro passo que deveria ser dado era o de matar todos os Vingadores. Dessa forma, a criação de Stark ataca os heróis e começa a se alastrar por toda a internet.

Assim, Ultron e os irmãos Maximoff pareciam ter um interesse em comum, até que Wanda lê a mente da IA e vê que Ultron está disposto não apenas a matar os Vingadores mas também a destruir todos os humanos se assim for melhor para o planeta Terra. É dessa forma que eles decidem abandonar Ultron e passar a ajudar os Vingadores em sua luta para conter a inteligência artificial na internet, utilizando o JARVIS e o implantando em um corpo físico, dando vida ao Visão, e destruindo o exército robótico formado pelo vilão em Sokovia, na Rússia.

Vingadores: Era de Ultron é responsável por colocar no centro do Universo Cinematográfico Marvel a Joia da Mente, mais uma das seis Joias do Infinito, que estava no núcleo do cetro de Loki, que passaria a habitar o corpo do Visão. Apesar de terem sido introduzidos em Homem de Ferro e Capitão América: Soldado Invernal, respectivamente, o Máquina de Combate e o Falcão finalmente só são elevados ao posto de Vingadores ao final do filme, ganhando participações ainda mais expressivas em Capitão América: Guerra Civil.

O filme também eleva a Iniciativa Vingadores a outro patamar ao mostrar pela primeira vez o quartel general dos Vingadores, local que passa a servir como base dos heróis nos futuros filmes e que é utilizado já nesse longa para o Capitão América e a Viúva Negra iniciarem o treinamento do Máquina de Combate, Falcão, Visão e de Wanda, a Feiticeira Escarlate.

Quanto ao seu irmão, Pietro, o Mercúrio, este infelizmente é protagonista de uma das cenas mais sem noção de todo o MCU. Ao proteger os cidadãos de Sokovia do exército de Ultron, o herói, que consegue correr mais rápido que balas de armas de fogo, toma diversos tiros no peito na tentativa de salvar o Gavião Arqueiro, que carregava no colo um garoto. O final literalmente mostra a ultravelocidade de Pietro diversas vezes, em diferentes missões, e, apesar da vontade da Marvel Studios em dar um fim ao herói para evitar conflitos de direitos de propriedade com a Fox, deram a Pietro um final medíocre e sem sentido. Mesmo sem batalhas judiciais, a Fox conseguiu vencer a Marvel Studios apresentando um Mercúrio muito melhor desenvolvido e mais carismático em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido.

Mesmo com esse pequeno defeito, Vingadores: Era de Ultron honra o legado dos Vingadores e também Ultron, um dos vilões mais temidos dos quadrinhos da Marvel, além de aprofundar – e muito – o relacionamento dos Vingadores em si, algo que não havia sido feito no primeiro filme, que teve o trabalho apenas de introduzi-los e uni-los para barrar os planos de Loki.

A Estrada para o Ultimato retorna amanhã com Homem-Formiga.


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