A Estrada para o Ultimato | Capítulo 8 – Thor: O Mundo Sombrio

Sequência peca em seus pontos mais promissores.

A Estrada para o Ultimato | Capítulo 8 – Thor: O Mundo Sombrio

Antes mesmo do primeiro filme do Thor e do grande boom que foi Os Vingadores, a Marvel Studios já confiava bastante no sucesso do personagem. Meses antes de Thor chegar aos cinemas, em 2011, o produtor Kevin Feige já havia dito que, após Os Vingadores, “o Thor sairá em uma nova aventura”. O depoimento pegou de surpresa até mesmo Kenneth Branagh, diretor de Thor. “Isso é meio que novidade para mim. […] Eu estou feliz que ele está tão confiante” foram as palavras de Branagh em reação à Feige.

Diante disso, era apenas questão de tempo para que Thor: O Mundo Sombrio ganhasse vida. Os Vingadores fez Loki ganhar os holofotes do público pela sua capacidade vilanesca e pela excelente atuação de Tom Hiddleston, então era um tiro certeiro trazê-lo de volta no segundo filme do Deus do Trovão. Branagh não retornou para dirigir o longa devido aos curtos prazos dados pela Marvel Studios, mas o filme acabou ficando nas mãos de Alan Taylor, que já havia dirigido alguns episódios de Game of Thrones.

Vale lembrar que a cadeira de diretor quase ficou com Patty Jenkins, que posteriormente se tornaria a diretora de Mulher Maravilha. Na verdade, a Marvel chegou a confirmá-la no filme em outubro de 2011, porém ela anunciou sua saída do projeto apenas dois meses depois alegando diferenças criativas. “Eu senti que não faria de Thor: O Mundo Sombrio um bom filme porque eu não era a diretora certa… Eu poderia ter feito um ótimo Thor se eu pudesse ter feito a história que eu estava querendo fazer. Mas eu não acho que eu era a pessoa certa para fazer um ótimo Thor a partir do que eles queriam fazer”, disse a diretora, indiretamente expondo a mão de ferro da Marvel Studios em relação aos diretores de seus filmes.

Porém, essa proteção criativa da Marvel Studios em relação a seus filmes pode ser completamente compreendida em Thor: O Mundo Sombrio visto que o filme é o escolhido para introduzir o Éter, portador de mais uma das Joias do Infinito, a da Realidade. O fato de que a Marvel precisava não apenas apresentar o Éter mas fazê-lo parte importante da trama desse segundo filme do Thor pode ter sido o motivo das divergências com Jenkins e o estúdio optou por manter seu plano original e continuar contando o grande arco da Saga do Infinito.

Assim como seu antecessor, Thor: O Mundo Sombrio nos apresenta o universo dos Nove Reinos milhares de anos no passado, dessa vez para explicar a Convergência, um raro fenômeno que acontece no nosso universo de tempos em tempos que cria portais aleatoriamente entre os Reinos. A próxima Convergência está chegando e é dever de Thor garantir que, apesar dos portais, os Nove Reinos estarão em segurança. Porém, o elfo negro Malekith não está disposto a cooperar com este desejo do Deus do Trovão.

Muitos anos atrás, Bor, o pai de Odin, já havia derrotado Malekith, que desejava soltar o Éter pelos Nove Reinos. Porém, Malekith reacorda ao sentir o retorno do Éter, que havia contaminado Jane Foster depois de uma investigação feita pela cientista em um prédio que abrigava um dos portais gerados pela Convergência. Devido a isso, Jane é levada à Asgard, o convite perfeito para que o elfo negro tente invadir o planeta, o que realmente aconteceu e ocasionou a morte de Frigga, mãe de Thor.

Enquanto isso, Loki está preso devido ao que fez na Terra durante os eventos de Os Vingadores, porém Thor não mede esforços em oferecê-lo liberdade para que ele revele uma passagem secreta para sair de Asgard e ir à Svartalfheim vingar-se de Malekith sem a autorização de Odin. Sem sucesso na missão, Thor assiste ao sacrifício de seu irmão Loki, que é dado como morto, e ao início do plano de Malekith para tentar restaurar a dominação dos Elfos Negros com a liberação do Éter no centro da Convergência, em Greenwich, na Inglaterra, levando Thor a duelar na Terra e salvá-la mais uma vez.


Apesar da escolha do Éter como ponto central da trama, em momento algum Thor: O Mundo Sombrio dá a entender que aquilo na verdade se trata de um portador de uma das Joias do Infinito que veríamos Thanos portar futuramente em Vingadores: Guerra Infinita. Na verdade, o Éter é retratado durante todo o filme como uma fumaça ou um gás. É uma decisão visual que ajuda no propósito da trama, afinal é muito mais factível acreditar que um gás vai contaminar alguém do que uma pedra, mas que não ajuda a contar o grande arco da Saga do Infinito, objetivo principal pelo qual o Éter está lá, afinal de contas.

O único momento em que de fato vemos o Éter ser tratado como o portador da Joia da Realidade é na cena pós-créditos, em que os asgardianos Lady Sif e Volstagg levam o Éter ao Colecionador para que Asgard não fique sob poder de duas das seis Joias do Infinito, dessa forma sim criando uma ligação direta com o Universo Cinematográfico Marvel, mas especificamente com Guardiões da Galáxia, que sairia no ano seguinte e mostraria novamente o arsenal do Colecionador.

Até mesmo o tão esperado Loki deixou a desejar em Thor: O Mundo Sombrio. Durante todo o filme, o personagem foi subutilizado como um ajudante de Thor, tendo apenas uma grande cena, justamente a cena final do filme, em que é revelado que Loki não apenas está vivo como também disfarçado de Odin, comandando Asgard graças a negação de Thor à nomeação para o trono.

Infelizmente, a Fase 2 do Universo Cinematográfico Marvel ainda não mostrava ao que veio. Felizmente, logo a seguir estava Capitão América: O Soldado Invernal, filme o qual falaremos amanhã aqui n’A Estrada para o Ultimato.


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