Review | Devil May Cry V: Frenético até o último segundo!

Novo título da franquia apresenta variadas opções de gameplay e surpreende!

Review | Devil May Cry V: Frenético até o último segundo!

Devil May Cry é uma das franquias mais consagradas dos games, com quase 20 anos de existência no mercado mostrando o bom e o melhor do gênero hack and slash. A Capcom conseguiu emplacar com um jogo que surgiu da experimentação de Hideki Kamiya com a série Resident Evil, que estava procurando um frescor em sua fórmula. Apesar de rejeitada a proposta de ação desenfreada, a empresa achou o projeto promissor e deu total suporte para ele estar onde se encontra hoje.

Com inspirações fortíssimas em A Divina Comédia, a série toda busca mesclar o melhor da ação e trama de histórias japonesas com a arquitetura e estética gótica vitoriana, além do uso de monstros e localizações que teriam saído literalmente do inferno. O uso da RE Engine neste último título, também usada em seus últimos jogos como Resident Evil 2 Remake e Monster Hunter World, traz um tom de realismo com o qual a série já havia flertado antes em DMC: Devil May Cry (mais conhecido como o reboot da série, de 2013). Mas, dessa vez, utilizando a técnica de facial motion capture, que traz atores e atrizes reais a terem seus rostos captados e os tornando reais em cada personagem, como Andrea Tivadar que já havia trabalho como a personagem Crowe em Kingsglaive: Final Fantasy XV e agora como Lady em Devil May Cry V.

HISTÓRIA

Depois dos acontecimentos de Devil May Cry 4, Dante dá a Nero uma logo feita de neon do seu negócio para que ele também possa atuar como um caçador de demônios freelancer na Terra. Nero se junta a Nico (Nicoletta Goldstein), filha do vilão Agnus e neta de Nell Goldstein, a projetista das pistolas de Dante e armas, para formarem a divisão móvel da Devil May Cry. Tudo estava em paz até o dia em que uma figura misteriosa surge na garagem de Nero e arranca seu Devil Bringer, o braço demoníaco que possuía a Yamato, deixando o jovem caçador de demônios com os poderes limitados e a autoestima ferida. Em paralelo, um jovem cheio de tatuagens procura Dante afim de contratá-lo, junto com Trish e Lady, para derrotar um demônio auto titulado “Rei dos Demônios”, Urizen!

As duas tramas se entrelaçam logo de início no game, numa forma em que a narrativa avança, mas sempre voltando quando necessário, para explicar melhor certos acontecimentos. Muitas vezes, a decorrer da história segura grandes revelações da trama deixando o jogador “a beira do sofá”, fazendo com que ele jogue capítulo a capítulo, estimulado a curiosidade do que irá acontecer. O game como um todo é composto dos costumeiros 20 capítulos, onde alguns deles terão acontecimentos simultâneos fazendo com que o jogador tenha que jogar duas ou três rotas com cada um dos 3 personagens jogáveis da campanha. Alguns deles deixarão que você decida com qual personagem mais prefere jogar naquele momento, mas estes são capítulos bem pontuais. Apesar da história se segurar muito em certos pontos e se arrastar em outros, o jogo faz isso com o intuito de entregar bons plots, causando impacto ao jogador. Caso você esteja preocupado por não ter jogado os outros títulos, a Capcom se preocupou com isso também! Pode ser encontrado nos arquivos um grande resumo da série por completo, norteando os fatos que antecederam este título e explicando a ordem cronológica de toda a série.

PERSONAGENS JOGÁVEIS

Temos pela primeira vez a maior diversidade de personagens jogáveis de um jogo base na série; Dante, Nero e V compõem bem seus respectivos gameplays e são opções de personagens bem diversificados. Nero vem mais sarcástico e humorado nesse título; sem o peso de ter que proteger Kyrie, o personagem tem muito mais margem a se moldar conforme a trama avança. É nele que podemos perceber como todos os acontecimentos se intensificam capítulo a capítulo, sendo o personagem que possui os sentimentos mais à flor da pele do trio e isso tudo vem do seu sentimento de impotência perante Urizen!

V é a maior incógnita desta história, e ele mantém frequentes as perguntar de “quem é ele?”, “por que ele está tão empenhado em derrotar Urizen?” e “existe algum motivo de seu cabelo branco?” por toda a forma com a qual ele se expressa e age. Foi a maior adição ao jogo, trazendo um personagem mais sensível e calmo em tanto frenesi dos combates e da narrativa. V sempre está acompanhado por três criaturas, sendo uma delas Griffon, um pássaro falante que possui uma personalidade muito sarcástica diante todos os protagonistas, rendendo muitas situações hilárias. V é um mistério, mas o personagem irá dar ao jogador respostas para as perguntas sobre ele no momento certo.

Dante está em sua melhor forma e estado, já que ele se tornou uma amálgama de todas as suas versões anteriores nesse título. Tivemos a confirmação de que outras mídias, como mangás e o anime, se tornaram canônicas no universo de Devil May Cry, e os produtores podem ter se sentido obrigados a dar todas essas nuances ao personagem. Temos um Dante mais sério e centrado em momentos tensos e um brincalhão e zombador quando a situação está sobre seu controle. É totalmente crível seu envelhecimento sem deixar de ser o mesmo; a sua essência é mantida de forma que, no momento de referências, nota-se que é o nosso bom e velho Dante.

JOGABILIDADE

Com três protagonista, temos três formas diferentes de jogar desta vez. Inicialmente, o game nos dá Nero com a Red Queen (sua espada), que mantém a mecânica de exceed exigindo ao jogador entender o tempo certo de atacar com ela e “esquentá-la”, afim de aprimorar seus combos e elevar o dano dado. Blue Rose (sua pistola de cano duplo) tem maior impacto com seus tiros carregados, ajudando a manter e variar seus combos com inimigos à distância. Devil Bringer (seu braço demoníaco) foi substituído pelos Devil Breakers desenvolvidos por Nico, nada mais que braços mecânicos que possuem diversas funções durante a batalha, além de puxar inimigos e ser puxado para eles. Até o momento são oito deles no total, que podem ser quebrados para livrar o jogador de momentos dificeis ou serem quebrados simplesmente por que Nero recebeu dano alheio. A quantidade deles é limitada, podendo ser expandida na loja de Nico, mas nada preocupante, já que você encontrará muitos largados no chão durante os capítulos.

Misterioso, V não só possui uma história curiosa como seu gameplay também é de se questionar. Ele em si não ataca, só finaliza seus inimigos, mas para isso ele deve usar de suas três criaturas para zerar a barra de vida de cada um deles. Griffon é um pássaro negro que é a representação de uma arma de fogo, jogando projéteis e perfurando rapidamente seus adversários no ar. Shadow é uma pantera super ágil que acaba sendo a representação de uma arma branca como espada ou lança, sendo totalmente moldável em sua estrutura, se transformando em lâminas ou espinhos, afim de perfurar o máximo de inimigos a sua volta. Por fim, Nightmare só pode ser invocado depois do jogador acumular no mínimo três barras de Devil Trigger, o qual irá possuir uma consciência própria de avançar nos inimigos mais próximos e socá-los, mas caso estes estejam muitos distantes, Nightmare soltará um raio super poderoso à sua volta. Caso desagrade o jogador deixá-lo livre no campo de batalha, existem habilidades nas quais V pode montar em Nightmare e ter um controle parcial dele. Além disso, o personagem pode ficar lendo seu livro de poemas, fazendo acumular mais e mais Devil Trigger durante os combates.

Já Dante vem com seu maior arsenal até o momento, podendo revezar entre armas de fogo e brancas com um simples toque de dois botões, além de seus quatro estilos principais de luta (Trickster, Swordmaster, Gunslinger e Royalguard), que podem ser revezados pelos direcionais digitais. Se Nero quer nortear o jogador de “qual é a do jogo” e V procura dar um “alívio para mãos”, Dante é totalmente o oposto dos dois, nele você será incentivado a usar TUDO!! Combos exigirão um maior revezamento de todos os recursos do personagem, sendo o mais eclético em estilo de luta entre os três e consequentemente o mais divertido. Acho que uma das maiores “graças” de Devil May Cry V fica por conta do gameplay de Dante e cada arma que ele possui, então não irei me adentrar a mais detalhes. Mas saibam, que quem jogou os títulos anteriores da franquia “estará em casa” com o personagem!

DEMÔNIOS REALMENTE CHORAM?

Música pesada pontual, ação super frenética com o maior estilo, demônios repulsivos, enredo absurdo e protagonistas debochados. Tudo isso e muito mais está presente em Devil May Cry V, o tornando o mínimo de um sucessor à altura de seu legado. Apesar de momento um poucos arrastados e loadings absurdamente longos, o quinto título da franquia originada lá em 2001 agrada os fãs e introduz novos jogadores. Todos o personagens adorados estão de volta com momentos próprios e com mais interações durante o enredo, e os novatos são de roubar a cena de tão bons. Devil May Cry V vem trazer a nostalgia de todos os títulos anteriores e apresentar a franquia a um novo público com louvor!

O game ainda promete mais conteúdo como o “Bloody Palace”, que chegará gratuitamente no início de abril, e uma suspeita de DLC paga com uma nova história. Então, o título seguirá a ideia dos últimos lançamentos da Capcom, de após seu lançamento ser atualizado com novo conteúdo ao decorrer dos meses. No final de tudo, provavelmente será a nova forma da empresa “lançar” a Special Edition que todo Devil May Cry recebe.


PONTOS POSITIVOS:

– Uma maior diversidade de personagens jogáveis;
– Maior diferenciação de gameplay entre personagens;
– Quantidade imensas de armas presentes entre cada personagem;
– Enredo conclusivo com respostas a antigas perguntas da série;
– Batalha final épica e icônica;

PONTOS NEGATIVOS

– Loadings longos e constantes;
– Veteranos da série não encontrarão muita dificuldade até fechar o game pela primeira vez.


Devil May Cry V já está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.


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