Review | Resident Evil 2 Remake

Um clássico para uma nova geração, remake da CAPCOM é mais que um acerto!

Review | Resident Evil 2 Remake

Desde 2002, com o lançamento de Resident Evil Remake – originalmente lançado para Nintendo GameCube, ganhando versões para plataformas mais atuais com sua versão em HD posteriormente – a CAPCOM abriu esperanças aos fãs de que mais títulos consagrados da série poderiam vir a ser retrabalhados e atualizados sem perder sua essência. Tudo o que os fãs poderiam querer foi feito: câmera fixa, movimentação no estilo tanque e toda aquela essência de survival horror de gerenciar itens e sobreviver evitando os combates ao máximo.

E aqui, novamente a CAPCOM teve liberdade para atualizar tudo o que seria necessário para apresentar um jogo “novo”, trazendo a opção de movimentação livre, que facilitou para os novos jogadores que nunca se acostumaram com o gameplay de tanque consagrado nos jogos do gênero nos anos 90, e atualizando boa parte dos sustos para que fãs mais antigos tenham novidades e interesse nesta releitura. Com toda essa visão, a empresa escutou e realizou novamente os pedido dos fãs trazendo o game Resident Evil 2 Remake à vida.

HISTÓRIA

Como nos jogos originais, Resident Evil 2 tem sua história dividida em duas campanhas: uma acompanha Leon S. Kennedy, um jovem policial que se encontra em seu primeiro dia de trabalho em Raccoon City, e a outra, com Claire Redfield, que busca seu irmão desaparecido. Uma dupla improvável que funciona muito bem, por mais que seus objetivos sejam distintos. A história não exige que o jogador conheça nada dos títulos anteriores da franquia; toda a narrativa principal e os arquivos norteiam-o como sua primeira experiência na série. Muitos outros personagens tem seus momentos adicionados, sempre somando mais naquele mundo pós-apocalíptico de uma cidade em colapso. Isso tudo só compõem o clima de terror, mostrando cada camada em que aquela cidade se encontra.

JOGABILIDADE

O remake possui uma jogabilidade similar a Resident Evil 4, adicionando algumas melhorias que a empresa foi tomando com os anos, como aconteceu com os quinto e o sexto títulos da série, além dos spinoffs. A câmera de ombro vem para propor uma jogabilidade mais dinâmica, onde mirar e atirar são possíveis ao se locomover, mas como o foco principal é manter o aspecto de terror, não é possível realizar golpes físicos e muito menos combos. E ainda nessa sessão de manter o clima do título original, as balas são totalmente escassas junto com o pequeno inventário, que pode no decorrer do jogo pode ser expandido. O game requer muito mais dos jogadores, fazendo-os se adaptarem a cada novo inimigo, decorar rotas de fuga e manejar seu inventário. São tantos elementos clássicos retornando e se mesclando tão bem com o que há de moderno que se torna difícil separar certos aspectos.

Zumbis retornam de uma forma muito mais memorável, pois um headshot agora provavelmente não será o bastante para você se livrar deles. A cada tiro certo que é dado, o desespero toma conta do jogador ao ver que por mais habilidoso e certeiro que ele seja, nunca estará preparado para tudo em Resident Evil 2. Com algumas horas de jogo já será possível identificar um certo padrão onde você deve atirar para “matar” ou atordoar os zumbis, e é nisso que vemos uma das grandes marcas da série, os Lickers: mutações que não enxergam, mas tem uma audição tão afiada quanto suas garras. O game fará questão de ressaltar isso em sua primeira aparição. Só que da mesma forma que introduz uma nova criatura, o jogo também saberá quando o jogador estará preparado para enfrentar (ou fugir) de mais e mais Lickers.

MR. X

A franquia Resident Evil sempre estimulou seus jogadores a explorarem mais e mais em seus jogos e a nunca ficarem acomodados, o que não é diferente neste título, pois a presença de Mr X é a maior prova de que todas as suas crenças e conceitos de sobrevivência estabelecidos serão totalmente mudados, fazendo o jogador tomar um twist total na forma de como jogar até aquele momento. Não só pela sua presença física de uma criatura grande e com força sobre-humana, mas todo o processo e a forma de como ele chega criam desespero no jogador. Ouvir seus passos pesados trotando pelos corredores próximos sabendo que, a qualquer momento, ele abrirá a porta e poderá pegar o jogador desprevenido… Então, muito mais que um protótipo de Nemesis, Mr. X brilha ao aterrorizar em todos os encontros aleatórios ou programados, quase como se ele pudesse prever cada passo ou plano do jogador.

UM CLÁSSICO PARA A NOVA GERAÇÃO

Tendo o survival horror como aspecto mais radiante, o remake atualiza e respeita todo o legado do game que moldou o gênero, podendo agradar jogadores que vão conhecer a franquia a partir de agora ou aos fãs de longa data, que amam RE2. Seu erros são ínfimos comparados a toda a experiência que a CAPCOM proporciona com essa atualização da obra, que irá figurar como a “cara” da franquia até ser superado. É um título indispensável para todos que amam videogames e ainda iremos ouvir falar muito sobre ele durante todo o ano de 2019.

Pontos Positivos:
– Fidelidade à experiência original
– Atualização do título para a nova geração
– Jogabilidade funcional
– Efeitos sonoros que mantém o jogador imergido
– Localização de legendas e textos em PT-BR

Pontos Negativos:
– Batalhas breves com alguns dos chefes do jogo.

Resident Evil 2 Remake já está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.


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