Crítica | WiFi Ralph: Quebrando a Internet

Crítica | WiFi Ralph: Quebrando a Internet

Depois de 6 longos anos, a sequência da animação da Disney, Detona Ralph, chega aos cinemas brasileiros. A dupla Ralph e Vanellope volta a brilhar em mais um longa desenvolvido pela própria Walt Disney Animation Studios, e como o próprio nome dá a entender, a aventura se passa na rede online de computadores, trazendo muito mais do que referências a videogames. Mas não se engane achando que tais referências estão lá apenas para preencher tempo do longa; elas compõem o universo online que eles criaram. Pinterest, Instagram, eBay, BuzzTube, Google, Twitter, Facebook entre outros sites famosos dão uma imersão do mundo digital no qual convivemos, pois tudo aquilo que fazemos com simples cliques são traduzidos em ações pela dupla principal durante a animação, o que acaba gerando um afeto sem tamanho em quem está assistindo. Assim, muitas das piadas do primeiro filme, “Detona Ralph” que eram gírias ou expressões usadas por gamers, tais como “Turbo“, “Press Start” ou “Próxima Fase” foram substituídas por essa adaptação ao mundo online que vemos em “WiFi Ralph“.

Mas e os games?! Ainda são uma parte fundamental da narrativa e do mundo onde a história se passa, mas conforme esta avança, a importância deles vai se perdendo e se tornando uma jornada no mundo online. Um novo jogo foi criado para esse filme, a “Corrida do Caos” (Slaughter Race, no original) que tem o papel de representar toda essa era de jogos online e de ação que são populares hoje. Nele, somos apresentados à Shank, a NPC (No Playable Character) cuja voz é dada por Gal Gadot em sua versão original, astuta e cheia de determinação que acaba sendo um ponto pivô para os fatos mais importantes da história acontecerem. Mas retornando à jogos mais antigos, ainda há referências no antigo arcade em que nossos personagens vivem, apesar dos personagens licenciados pela Nintendo não marcarem presença ainda, há aquele rotina entre jogos e a estação no filtro de linha. Mas apesar de ainda termos a presença de Chun-Li, Zangief e Sonic como personagens licenciados e alguns indiretamente (o famoso easter egg), como algumas princesas com características semelhantes as princesas de Super Mario, sente-se que eles não possuem mais tanto brilho quanto antes, tendo aparições muito pontuais no início e fim da trama.

Isso também se dá por conta da adição de todas as princesas Disney que literalmente roubaram a cena, desde a revelação delas em um dos trailers do filme. O filme como um todo sabe como usar suas referências e brincar em cima delas, e com Elsa, Mulan, Branca, Ariel e as demais não é caso a parte; todos que cresceram vendo as animações clássicas vão entender cada detalhe em toda sua sequência. Além delas você poderá ver todo tipo de personagens que a dona Walt Disney possui direito: de Darth Vader e Stormtroopers até Buzz Lightyear e as pelúcias Tsun Tsun em meio a algo que seria equivalente a uma Comic-Con em um mundo virtual. Deixa-se claro que são válidas as referências, de forma correta,e que estas foram primordiais para a existência desse segundo filme chegar às telonas.

WiFi Ralph: Quebrando a Internet não se sustenta só em suas referências; ele tem uma vida própria com personagens únicos, mas nota-se que a dupla de protagonistas virtuais da Disney tinham a exigência de uma mensagem no final de suas jornadas, mas a forma como ela ocorre acabou quebrando o ritmo e até mesmo a coerência de seu contexto. Muito disso é sentido nos minutos finais, até mesmo uma sequência que provavelmente entrou no filme só para agradar os fãs mais empolgados da Disney. Ralph e Vanellope estão em uma animação não para celebrar os videogames ou a tecnologia em si, mas sim em um produto que está para agradar o que mais o mercado quer ver em termos de referências.

NOTA: 3/5

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