Review | Dragon Ball Super: Broly – O Filme (com spoilers)

Filme mostra que Akira Toriyama ainda sabe trabalhar sua obra, e mais importante, como tratar seus fãs.

Review | Dragon Ball Super: Broly – O Filme (com spoilers)
O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS DA TRAMA.

Quando foi anunciado que Akira Toriyama estava inteiramente envolvido em Dragon Ball Super: Broly – O Filme, os fãs de Dragon Ball ficaram muito felizes e eufóricos com o retorno do criador da franquia, que em várias entrevistas que cedeu nos últimos meses, prometeu nos entregar um filme com uma história nunca antes vista, repleta de novos elementos e que mudaria o conceito do anime pelo próximos anos.

E ele conseguiu.

Quando o filme começa, é mostrado que antes sob o comando do Rei Cold, o Planeta Vegeta passou a ser governado por Freeza logo depois que seu pai anunciou sua “aposentadoria” da vida de tirano, o que pôde explicar a ausência dele durante toda a saga de Freeza em Dragon Ball Z. Após a coroação de Freeza, é mostrado o ciúme do Rei Vegeta para/com o bebê Broly, que no longa é apresentado como um saiyajin prodígio, que poderia vir a superar até mesmo os poderes do Príncipe Vegeta no futuro, o que enfurece o Rei, que preocupado com tais projeções, manda o filho de Paragas em exílio para um planeta isolado, defendendo a teoria de que futuramente Broly poderia ser uma ameaça até mesmo para o Universo inteiro. Jurando vingança ao Rei Vegeta, Paragas parte em busca de seu filho, conseguindo encontrá-lo no inóspito planetoide Bamba, porém, com sua nave extramente danificada pela má aterrizagem, pai e filho são confinados a viver exilados em um lugar inabitado que esconde diversos perigos e monstros tenebrosos.

Algum tempo após estes acontecimentos, Bardock chega ao Planeta Vegeta, e junto a Gine (sua esposa) envia Goku à Terra, após suspeitar da ordem de Freeza, que exigiu o reagrupamento de todos os saiyajins no Planeta Vegeta com o propósito de exterminá-los em receio ao possível surgimento dos Lendário Super Saiyajin e do Deus Super Saiyajin, conceitos que no filme apenas brotam na tela, sem uma maiores explicações, o que incomoda um pouco, uma vez que Akira Toriyama prometeu explicar um pouco mais sobre a origem dos saiyajins e em virtude disso, o nascimento da lenda de Yamoshi, o primeiro Deus Super Saiyajin. Nada disso está no filme.

O primeiro ato do filme revisita alguns acontecimentos que foram mostrados a exaustão tanto no anime, quanto nos filmes e OVAs, como a repetição da destruição do Planeta Vegeta pelas mãos de Freeza, que ainda que exibida de forma rápida, deixa a narrativa inicial da história um pouco batida.

Quando a trama chega aos dias atuais, o roteiro apresenta o humor irreverente e ousado de Akira Toriyama, que mostra que até o Freeza, o Imperador do Mal também pode sofrer com problemas de autoestima, o que é revelado quando Freeza envia seus soldados à Terra para roubar as (seis) esferas do dragão em posse de Bulma, para realizar um desejo, no mínimo curioso: tornar-se 5cm mais alto, o que proporcionou várias gargalhadas (a mim e) ao público na sessão em que estive presente.

Ainda que este seja o desejo atual de Freeza, o imperador do mal ainda continua a ampliar seus exércitos, e é aqui entram Lemo e Chelye, dois subordinados do exército de Freeza que encontram Broly – agora crescido – e Paragas, enquanto procuravam por guerreiros qualificados para juntarem-se ao exército de Freeza, e neste ponto do longa temos o primeiro vislumbre da nova abordagem de Akira Toriyama sobre Broly, que ao contrário da sua versão original (não canônica), é um rapaz tranquilo e de coração puro que apenas luta a mando de seu pai e para sobreviver, apesar de sofrer com recorrentes ataques de fúria, originários da sua selvagem origem saiyajin.

Quando Goku, Vegeta, Broly e Freeza encontram-se no continente ártico da Terra, Akira Toriyama nos presenteia com aquela que sem dúvidas é uma das mais lindas e frenéticas batalhas de toda a franquia Dragon Ball, fazendo uso do 2.5D, do CGI e até mesmo “nos colocando” dentro do combate em cenas filmadas em primeira pessoa, numa iniciativa totalmente nova da franquia, além claro dos vários novos elementos de artes marciais (por parte de Goku) e novas técnicas condizentes com a insanidade dos personagens, usadas em batalhas que realmente são de encher os olhos.

Dragon Ball Super: Broly – O Filme prova que Akira Toriyama ainda sabe como trabalhar sua obra, e mais importante, como tratar seus fãs, que sempre anseiam por novidades e batalhas cada vez mais insanas e brutais.

Nota: 4/5


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