Crítica | Bohemian Rhapsody

Filme está em cartaz em todo Brasil.

Crítica | Bohemian Rhapsody

Freddie Mercury está de volta…o Queen nem tanto

Existem diversos gêneros de filmes, assim como os gostos de cada um para tais, há quem goste mais de filmes de comédia, outros de terror, alguns preferem o drama, mas no fim o importante é quanto um filme, seja ele de qual gênero for, possa lhe entreter de uma forma boa/agradável, afinal são em média duas horas da sua vida que é colocada ali, e não sei vocês, mas quando um filme não cumpre o seu papel a frustração é muito maior pelo que o filme deixou de oferecer do que precisamente o dinheiro perdido no cinema – que também não deixa de ser importante.

Com Bohemian Rhapsody, cinebiografia do Queen, uma das maiores bandas de todos os tempos, o entretenimento é nas alturas, suas músicas e história já são conhecidas no mundo todo, e aqui neste filme eles trazem um pouco dessa história para a tela grande. Já era de se esperar que veríamos mais do Freddie Mercury do que o próprio Queen, afinal o filme traz como consultores criativos os próprios Brian May e Roger Taylor, guitarrista e baterista da banda, respectivamente, e era de se esperar uma homenagem ao Freddie e é isso que vemos no filme.

Não me entendam mal, todos do Queen estão presentes, vemos como a banda foi formada e como foi a entrada de Mercury, vemos a ascensão, a forma como não só a música que dá título ao filme foi feita, mas várias outras também, presenciamos algumas brigas e desentendimentos entre o grupo, mas o Queen é muito mais que isso, os outros integrantes não tiveram suas histórias aprofundadas, assim como alguns personagens presente no filme, não precisava ser muito, mas faltou um pouco disso e ficamos vendo um Queen meio raso em comparação a grandiosidade que esta banda representa.

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Bohemian Rhapsody/Divulgação

Os problemas de direção talvez tenham atrapalhado um pouco o produto final, como sabemos Bryan Singer foi demitido e substituído por Dexter Fletcher, mas o nome de Singer ainda continua nos créditos, mas não acredito que essa demissão tenha impactado o filme tanto assim. Temos algumas trocas de ordem cronológica no filme, como o show no Rio de Janeiro, mas é mostrado como ponto alto da banda ao se apresentarem aqui, frisando no grande coro ao cantar a música Love Of My Life.

Falando sobre as atuações, vemos um Freddie Mercury bem representado, Rami Malek está muito bom no filme, e apesar das canções terem sido dubladas por ele, afinal, não é fácil ter a voz que o líder da banda Queen tinha, a atuação não deixou a desejar, realmente um trabalho que merece elogio.

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Bohemian Rhapsody/Divulgação

Os outros integrantes da banda também não ficam para trás, o que menos gostei e isso não quer dizer que a atuação foi ruim, foi do ator Ben Hardy, que interpreta o baterista Roger Taylor, ele pareceu um pouco caricato demais, mas tem papel muito importante na trama. O guitarrista Brian May, interpretado pelo ator Gwilym Lee e o baixista John Deacon, interpretrado por Joseph Mazzello (aquele garotinho de Jurassic Park), estão muito bons em seus papeis, nos entregando uma interpretação de seus personagens de uma forma sensacional.

Bohemian Rhapsody é uma obra que vale a pena ver no cinema, seja você daquela época ou não, os últimos 20 minutos de filme são sensacionais e para mim a forma como foi feita deixa qualquer um de boca aberta, é possível ver em certas partes do filme algumas imagens reais de Freddie e do Queen, e com certeza esse filme conseguiu trazer sua homenagem a um dos maiores cantores de todos os tempos. Sua vida, exuberância, sexualidade – que gerou bastante polêmica antes de ser lançado – estão presentes, assim como o ser humano Freddie Mercury e o quanto ele precisa do Queen.

NOTA: 4/5

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