Review | Marvel’s Spider-Man: The Heist

Review | Marvel’s Spider-Man: The Heist

Fala galera! Meu nome é Uiberon Araújo, meu primeiro post aqui no Cultura Nérdica e hoje eu vou falar sobre o Homem-Aranha exclusivo do PS4. O jogo foi produzido pela Insomniac Games, criadora de Ratchet & Clank, Spyro e Sunset Overdrive, e lançado dia 7 de Setembro. Hoje o meu foco é a DLC A Cidade Que Nunca Dorme – O Assalto, que foi lançado dia 22 de Outubro.

Acessada pelo menu principal, a DLC te transporta para uma NY sem os crimes e desafios da campanha principal, porém com acesso às mesmas fotos secretas (secret ops) e lhe dando novos desafios distritais desbloqueados ao longo das primeiras missões. Apesar de se passar depois da história do jogo, o episódio não contém nenhum spoiler da trama.

A História

A “protagonista” desse DLC é ninguém mais ninguém menos que Felicia Hardy, a Gata Negra, ex-namorada do nosso herói, as sidequests dela no jogo principal trazem um pequeno prólogo deste capítulo. A história começa mostrando que a prisão de Wilson Fisk, a primeira missão do jogo principal, deu às famílias mafiosas de Nova York a chance de lutarem pelo poder mais uma vez. E ela se inicia como muitas outras do amigão da vizinhança, lutando contra mafiosos, o de sempre, a não ser por uma ladra familiar aproveitando a confusão.

A história é interessante e tem momentos memoráveis, apesar de relativamente previsível, mas considerando que essa é a parte 1 de uma história de três partes, ela abre bem o pacote de DLCs. Algumas das sidequests e diálogos servem para o aprofundamento dos personagens. Pelo preço da DLC, talvez se esperasse que a Insomniac fosse além e tentasse coisas diferentes do jogo principal, o que infelizmente não acontece.

Não vou entrar demais na trama para evitar spoilers, mas os dubladores estão de volta. Yuri Lowenthal (Homem-Aranha), Laura Bailey (MJ Watson) e Erica Lindback (Gata Negra) protagonizam diálogos muito bem escritos e engraçados, além de Darin de Paul como o impagável JJJ, que está de volta com novas e deliciosamente hilárias acusações à ameaça aracnoide.

Peter Parker não é um jovem neste jogo e o desenvolvimento e passado dele com Felícia Hardy são bem trabalhados nesse capítulo por meio de sidequests,main quests e as usuais ligações, frequentes ao jogo principal.

As Mecânicas

Os puzzles químicos e elétricos estão de volta, ame-os ou odeie-os. Novas sidequests dão as caras como: achar pinturas no mapa e desativar bombas embaixo de carros com o Spider-Bot, esta última é divertida a princípio, mas fica repetitiva rápido.

Screwball está de volta, mais chata do que nunca. A vilã “youtuber” dá à Peter o equivalente aos desafios do Taskmaster do jogo principal, incluindo alguns dos mesmos desafios com pequenos ajustes e um dos meus favoritos, o desafio dos gadgets: detone algumas ondas de vilões com apenas dois acessórios do Cabeça de Teia, com bônus quando usar os dois ao mesmo tempo. Como alguém que usa os gadgets do Aranha todo o tempo, esperava mais missões como essa, mas há apenas um deste desafio nesta DLC.

O Combate

O combate no geral permanece igual, o que não é ruim. A Insomniac tentou dar uma chacoalhada com um novo tipo de inimigo, o Minigun Brute (Bruto da metralhadora, em tradução-livre), um que se deixado sem atenção pode acabar com seu hp em segundos, mas é uma mudança muito pequena. Uma das primeiras batalhas introduz um modo conhecido em outros jogos onde os vilões tentam escapar e, se conseguirem, é game over. Divertido, mas de novo, algo muito parecido com o conteúdo original.

As Roupas

O capítulo um de A Cidade Que Nunca Dorme vem com três roupas novas do Aranha, todas sem suit powers. Resilient Suit é uma roupa original do jogo, assim como a Velocity Suit, que é desbloqueada assim que a primeira missão for completada. Spider-UK é liberada com o término da última missão de história do DLC e a roupa Aranha Escarlate II só é liberada com 100% dos desafios distritais (vale salientar que não é necessário pegar medalha de ouro em todos os desafios de Screwball).

O Veredito

O problema de O Assalto é parecer muito com o jogo principal, o que não é totalmente ruim, apenas mais do mesmo, perdendo a possibilidade de fazer algo mais diferente e ousado.

É cedo para dizer se a compra do pacote com os três capítulos vale a pena, já que apenas um deles foi lançado. A compra de apenas um dos DLCs é desencorajada, já que são uma história só e separados custam mais que o bundle dos três. O preço (R$ 76,90 na PSN Brasileira) parece muito quando o primeiro dos três episódios pode ser finalizado 100% em próximo de 3-4 horas, já o preço da DLC na Digital Deluxe Edition com o jogo (R$ 250,00/sendo R$ 50,00 a mais que o jogo sozinho) parece bem mais atrativo e justo.

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