Review | Little Nightmares

Review | Little Nightmares

Little Nightmares é uma pequena produção trazida a nós pelo Tarsier Studios, os responsáveis pelos jogos LittleBigPlanet e Tearaway (que influenciam a nova obra de forma visível). Distribuído pela Bandai Namco, o jogo se classifica como plataforma e aventura em 3D com elementos de stealth e puzzle, numa ambientação creepy que nos lembra muito as célebres obras e estilo de Tim Burton. Disponível para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC em versão completa que inclui suas DLCs, o jogo é uma pequena pérola num mar de peixes iguais, e você logo vai entender o porquê.

Dividido em cinco pequenos capítulos, o jogo não possui nenhum diálogo ou linha de texto. Nenhum background da história é oferecido, e a interpretação de onde estamos, para onde vamos e o que está acontecendo ao nosso redor fica sob responsabilidade da conexão jogador x cenário. Quadros nas paredes, movimentação da tela, iluminação, puzzles e a sonoridade são entregues, e cabe ao jogador a devida atenção para absorver as informações e montar os fatos. No jogo, acompanhamos Six, uma menina franzina com uma capa de chuva amarela (referência à Coraline? Talvez) que desbravará o The Maw, local onde o jogo ocorre, enfrentando vários perigos sozinha. Em Little Nightmares, temos um pequeno universo charmoso e misterioso, sem grandes flashes, tiros ou diálogos emocionantes. A simplicidade e o mistério prendem o jogador, com um ritmo que balança entre a tensão e a calma. Os mais hiperativos e eufóricos podem passar longe do título, que, modestamente, entrega uma história simples e emocionante, com um desfecho surpreendente.

Contudo, nem só de elogios vive o jogo: algumas falhas se fazem presentes, como a movimentação imprecisa que fará o jogador morrer diversas vezes, bem como a mistura de 2D e 3D que pode confundir os olhos mais cansados (o que resultará em mortes também). Erros frustrantes são causados graças à estes traços e isso faz com que o jogo, muitas vezes, pareça mal-feito. No entanto, a movimentação imprecisa faz parte da proposta do jogo, levando em consideração que estamos jogando com uma criança subnutrida. Porém, isso não muda o fato que sim, a movimentação é frustrante, mas não chega a ser um ponto definitivo que desmereça o jogo.

O jogo recebeu uma DLC lançada em partes: “Secrets of the Maw”. Dividida em 3 capítulos, na DLC jogamos com o The Runway Boy, que foge do The Maw dando uma visão paralela da aventura de Six e revelando mais sobre o mórbido lugar. O pequeno pesadelo da Tarsier Studios se tornou muito maior do que qualquer um podia imaginar.

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