Crítica | Uma Quase Dupla

Filme estreou na última quinta-feira.

Crítica | Uma Quase Dupla

Nadou, nadou e…morreu na praia

A comédia brasileira é, sem dúvida, um dos gêneros de maior sucesso comercial no Brasil, mas esse sucesso que um filme conquista, muitas vezes, não reflete na qualidade do mesmo, é isso que vemos na nova comédia que estreou na última quinta-feira (19/07) nos cinemas brasileiros.

Estrelada por uma das melhores representantes da comédia no Brasil, Tatá Werneck, e pelo “não comediante” e ator Cauã Reymond, Uma Quase Dupla nos traz a história de uma série de assassinatos que abala a rotina da cidade de Joinlândia, e o subdelegado Claudio (Cauã Reymond) recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla (Tatá Werneck). No entanto, a diferença de ritmo e a falta de química dos dois só atrapalha a solução do caso.

O filme é dirigido pelo experiente Marcos Baldini, de longas como Bruna Surfistinha e da comédia Os Homens São de Marte…E é pra Lá que Eu Vou! Mas sua experiência aqui não foi bem trabalhada, visto que o roteiro é raso e muito clichê, com personagens bastante forçados em tela que acaba diminuindo muito na qualidade do filme.

Este, que tem poucas coisas que se pode aproveitar, uma delas é o jeito já conhecido de Tatá Werneck, que parece que improvisa em cada cena em que está presente, e como esse filme trata de comédia, ela que proporciona as melhores partes, essas que, ao longo dos 90 minutos de filme, acabamos dando alguma risada. Já seu parceiro em quase todas as cenas, o ator Cauã Reymond, que sabemos da sua qualidade como ator, não conseguiu apresentar um personagem que se encaixasse na “comédia” que o filme quis trazer, forçando muito no personagem, e ficando aquém do esperado.

Uma Quase Dupla é um filme com um grande elenco, mas com um roteiro ruim, com personagens esquecíveis e muitos deles simplesmente somem no decorrer do filme. Se esse filme terá uma continuação? Espero que não, mas provavelmente sim, muito também pelos resultados na bilheteria, visto que a presença de Tatá Werneck aumentam e muito a expectativa do brasileiro em assisti-lo, mas a experiência é simplesmente o contrário da expectativa gerada, não é um filme que quando saímos do cinema comentamos sobre, a não ser sobre como poderíamos ter assistido outro longa no cinema.

NOTA: 1,5/5

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