Crítica | Eu, Tonya.

Crítica | Eu, Tonya.

Estamos próximos do Oscar 2018 e não tem como não falar sobre os indicados para este ano!

Sendo assim, lá fui eu escolher por qual filme começar e “Eu, Tonya” foi o premiado. O filme é uma biografia que conta a vida da personagem homônima que foi patinadora artistica e disputou por duas vezes às Olimpiadas (Anos de 1992 e 1994). Porém, sua carreira acaba quando ela se envolve em uma conspiração que beira ao absurdo!

O que pude avaliar do filme no primeiro momento é a forma como a história vai te segurando ao iniciar com as entrevistas, não compreendi de primeira o que estava acontecendo, porém a introdução é importantíssima para nosso envolvimento no drama. Tonya, é apresentada ainda criança e em sua perspectiva pude compreender a relação que a personagem tem com sua mãe e seu pai. A garota inicia no mundo da patinação apenas com 3 anos de idade e sofre em seu lar com os maus tratos, pressão psicológica e abusos dos mais variados possíveis através da sua mãe, porém tem em seu pai um resguardo da inocência e bondade que é logo retirado quando o mesmo a abandona.

Assim, Tonya vai descobrindo a sua realidade e conversando conosco com a quebra da quarta parede sobre todos os problemas gerados em sua personalidade devido as suas primeiras relações. Mas como é de praxe na vida real: “O que está ruim pode piorar”, Tonya conhece seu marido que também reforça todo o abuso e maltrato que ela recebe, fazendo- a pensar ser merecedora daquilo e distorcer algumas questões sobre príncipios e valores.

Eu, Tonya é um filme real que demonstra fielmente as irônias, comédias, tristezas, maldades, distorções e conspirações que a vida coloca em nosso caminho e nas pessoas ao nosso redor. Pois, ao receber uma falsa ameaça de morte, Tonya, acaba por cair numa bola de neve sem controle da situação e que nos leva a sentir o que ela sentiu através da grande atuação de Margot Robbie que prende, dar angustia e é muito emocionante.

Também não poderia de deixar de falar da mãe de Tonya, Lavona, interpretada por Allison Janney que apesar de toda a sua maldade, é capaz de mostrar irreverência e comédia diante de toda o drama do filme. A parte técnica da produção é muito bem arquitetada e a edição dá, de fato, um show de bola. Com certeza a indicação não é a toa!

Enfim, Eu, Tonya é um filme que prende a atenção do começo ao fim, conta a trama de maneira fluída e rápida (as coisas acontecem mesmo), os diálogos são interessantes, pois mostra muito da personalidade de todos os personagens. A narrativa é bem estruturada e os cortes entre as entrevistas e a história em si dá uma visão muito maior do que estão pensando, a quebra da quarta parede é um trunfo muito bem usado, pois nos aproxima do personagem e ainda faz a gente entender o quanto a mídia e os telespectadores da época tiveram seu forte envolvimento com as reações e sentimentos da Tonya. É um belo filme, sim! E tem grandes chances de levar ao menos um Oscar…Não aposto em melhor atriz, com certeza! Melhor atriz coadjuvante, quem sabe? Mas edicão é um forte candidato!

Nota: 4/5

Diz pra mim qual foi a sua nota nos comentários e o que achou do filme!
Beijos <3